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Darwin

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Como a maioria de vocês sabe eu sou formado em Biologia. Dentro da biologia nós vemos todos os processos sob a luz da evolução e seus efeitos diretos e indiretos nos indivíduos.

A evolução das espécies foi descrita primeiramente por Charles Darwin, no seu celebre livro: A Origem das Espécies (1859), após quatro anos e nove meses de viagem.

O Link para download do livro, é:  http://www.pdf-search-engine.com/a-origem-das-espécies-pdf.html

Mas o motivo do post, não é exaltar Darwin (não que ele não o mereça) mas sim divulgar o site: The Complete Work of Charles Darwin Online, onde estão registrados de maneira digital todos seus cadernos de anotações e de desenhos da época em que viajou colhendo dados geolócios, coletado fósseis e observando organismos vivos.

Neste site podemos ver como as suas ilustrações e seus relatos são riquissímos, vejam algumas imagens:

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Espero que gostem da dica, e aproveitem o site.

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Inspiração e tempo …

Essa semana terá coisa nova. Depois de uma semana sem novidades, prometo que vou escrever…

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O Jubileu de Juba e Léo.

Como eu sempre afirmei aqui e nos e-mails enviados, esse é um blog colaborativo que todos tem oportunidade de escrever. Alguns eu convidei pessoalmente, devido a competência em escrever e provocar.

Hoje estamos inaugurando a colaboração aqui no Micose Mental, e quem vem fazer isso é o meu Amigo Parral.

Vou deixar aqui antes do texto, uma breve biografia do nosso Amigo…

Yumbad Baguun Parral nasceu Miguel Cavalcante Felix, em Santana do Ipanema no sertão Alagoano, em 09.11.1962. Estudou (primeiro grau) em colégio de freiras holandesas. Fez o segundo grau em escola pública (Osasco – SP). Não conseguindo, evidentemente, continuar no sistema público de ensino, nem dispondo de recursos e meios para freqüentar uma faculdade particular optou pela mais heterodoxa alternativa de autoformação: seis anos embaixo da ponte (Viaduto Pompéia, no bairro homônimo, em São Paulo) lendo livros, jornais e revistas achados no lixo – período que hoje chama (humoradamente) de “curso intensivo de sociologia empírica”, nome pomposo para a miséria, brinca… – de cuja experiência resultou uma obra literária e poética que, na íntegra daria mais que uma enciclopédia, da qual sobrevive como autor, editor, produtor, divulgador, vendedor, distribuidor, marqueteiro… tudo: milagreiro –INDEPENDENTE.

Já vendeu, pessoalmente, mais de 12.000 (doze mil) exemplares de sua obra – de “bar em bar, mesa a mesa, um a um”. Chegando a vender até 500 livros/mês.

Dos dez títulos auto-editados – em estilo visceralmente nietzschiano, destacam-se, além do “clássico”: SANTA PUTASÃO BIN LADEN – LAMPIÃO DA GLOBALIZAÇÃO (da série Cordelão Urbano – em verso e conto, com 4 volumes: ZARATUSTRA COOPTADO; CACTO e UNIVERSOS – DIVINO INCESTO); O PODER DO BRAULIO NO PUDÊ; ET VIRTUAL – BICHO DA PAZ.; SILVA, ZÉ DA SILVA – O AGENTE SEVERINO; TAKUKARAI – IDEÍAS CRÔNICAS E CONTOS; BIOMARKETING – COMUNICAÇÃO EMOCIONAL; SIVIRINO SELVA – O PUDÊ DO ZÉ… Próximos:A MÁQUINA MEMÉTICA: VOCÊ; ZERATUSTRA – UM pensadô ARRETADO. Tem ainda um arsenal de manuscritos não editados, dos cerca de vinte anos escrevendo.


Quem quizer encontra-lo, basta andar pelos bares na noite, pois esta é o seu mercado…

Vamos ao texto:

O Jubileu de Juba e Léo.

Que data: sexta-feira, 13 de agosto!

Um quarto de século! Quase milagre. Muitos altos e baixos – altos dissabores e baixos prazeres. Ainda assim, comemorariam – fazer o quê, é a convenção…

Apesar de tudo, tiveram uma história: formaram bem os três filhos – em um ambiente familiar sereno e saudável. Mesmo depois de crescidos nunca os deixaram presenciar seus desentendimentos. Eram lúcidos: problemas de adultos são resolvidos entre si. Os filhos não podem pagar pelos fracassos, imaturidades e frustrações dos pais…

Com todo mundo ela era um doce – com os filhos, nem se fale. A propósito, mãe impecável! Devia-lhe essa gratidão: pelos melhores filhos com que se poderia sonhar. Já como cônjuge… Nada companheira. Mansa, mas biliar: megera calma. Típico sádico papel de cônjuge frustrado: reclamações, cobranças, acusações, despejadas em sua alma com a força do ranço crônico – e o eterno ar infeliz de revanchista. Suas maiores alegrias eram gozar as raras explosões de raiva que conseguia lhe causar. Ele, por sua vez, não deixava por menos.

Aturavam-se com justa reciprocidade – e respeitoso rancor…

Não fora sempre assim. Amaram-se muito nos primeiros anos de casamento – até ser flagrado em uma de suas (muitas) aventuras. O pau quebrou, evidentemente, mas, tentaram preservar a relação familiar, em nome das crianças – Pedrinho, um ano e nove meses, e Aninha, dez meses. Juninho chegou seis anos depois – numa das muitas tentativas de entendimento…

Desde o namoro tratavam-se por Juba (apelido que lhe dera por causa do penteado de então) e Léo – diminutivo de Leonardo.

A vida marital azedara, mas foram se aturando e engolindo os mútuos e intragáveis batráquios: de perereca a cururu – pela preservação da boa relação familiar: da paz no lar… Comemorariam esse “arranjo” – após o jantar com “as crianças”, num fino restaurante que freqüentavam há mais de quinze anos. Quem sabe, consumariam a tão sonhada paz conjugal… Maturidade ajuda nas superações. Porém, instinto monogâmico masculino é tão mito quanto capacidade feminina de superar traição…

Mesmo naquela data, não resistira ao insistente convite da turma do escritório para o costumeiro happy hour – no eterno Bar do Biu. Ficaria “no máximo até as oito”.

Já se preparava para “zarpar” quando chegou o brutamontes do Danilo, com aquela diplomacia de Pitt Bull: levantando-o pelo colarinho, dando-lhe sopapos pelas paredes, derrubando cadeiras e mesas, quebrando tudo – e ameaçando quebrar-lhe também a cara “Se num me pagar minha grana, agoooora!”. Na frente dos colegas, do chefe, que o sondara para uma promoção, e lhe daria a boa notícia como presente pelo jubileu – razão de estar ali… – e, pior: de ninguém menos que Telminha – a nova (e deliciosa) secretária de Adauto: seu concorrente à ambicionada vaga de diretor comercial para a América Latina… – com quem já saíra, e planejava, para o final de semana, um “desenvolvimento” do affair, num luxuoso resort no litoral…

Os seguranças contiveram o agressor – que se escafedeu antes da polícia chegar.

A dívida referia-se a uns trabalhos de designer para a campanha de lançamento do mais novo produto da marca: um tênis esportivo que prometia ser a “Ferrari foot” das quadras de tênis – xodó do presidente nacional da companhia… Acertaram um preço e uma forma de pagamento, veementemente questionados pelo prestador do serviço, na hora do acerto – que foi parar na justiça. A má fé da atitude era flagrante.

Como a cobrança se tornou judicial, esquecera o assunto – agora, tratado pelo departamento jurídico. Já Danilão (Pitt boy de 1,90m), não. Tornou pessoal uma questão comercial – levada a esse desfecho…

Mesmo nos mais duros “arranca-rabo” com a esposa, jamais sentira tanta ira. Nunca se vira tão tomado pelo ódio. Foi embora sem nem se despedir de ninguém. Entrou em casa bufando, cego de raiva. Pegou a arma e voltou, sem sequer dar boa noite à esposa – toda produzida, à sua espera, para a grande noite…

Sabia onde o tipo morava – contratara seus serviços justamente por ser vizinho (de bairro) da empresa: tinha seu studio no andar térreo do sobrado onde morava…

Estacionou próximo ao seu portão e deu plantão, até quase duas da manhã.

Quando ele começou saiu do carro, engatilhou a arma. Preparou-se para gritar-lhe: “Vem cá, seu filho da puta! Vem olhar nos meus olhos, enquanto eu te mostro quanto custa desrespeitar um homem honrado”. Nesse exato instante, como por milagre, apontou uma viatura da polícia dobrando a esquina.

Gelou – nem mesmo tinha porte de arma. Escondeu o “Trezoitão”, embaixo do banco do passageiro e deixou a viatura passar. Nisso o cretino já havia entrado. Interpretou aquilo como um sinal da Providência. Não iria estragar sua vida, ainda mais num momento tão promissor, mandando pro inferno um crápula daquela laia… Mas, sem deixar passar em branco o episódio. Da garagem do seu edifício enviou-lhe uma mensagem de texto pelo celular: “O que lhe restar de vida daqui pra frente, viva como se tivesse nascido de novo…”.

Abriu a porta – e acabou de entrar no inferno. Lá estava ela, plantada, tensa, olhar vermelho, de víbora prestes a dar o bote, cravado em seus olhos…

– De você eu esperaria qualquer canalhice. Seria previsível – mas, não a esse ponto… E, sem esperar qualquer defesa, debulhou seu recorrente rosário de queixas, lamúrias, cobranças, acusações…; defuntos desenterrados, e maldades que cometia “só para me ferir ainda mais” – tremendo os lábios, de ódio, e carregados de impropérios, suspirando do fundo da alma a mais visceral sede de vingança…

Sentiu a arma na cintura (coberta pela jaqueta, atrás das costas), puxando sua mão com a incontrolável força dos longos anos de desaforos, acintes e ofensas engolidos às toneladas – e requentados, agora, pelo fogo da incompreensão…

Pensou nos filhos. A mão forte da Providência, ou do bom senso, do destino, de Deus, seja lá de quem ou do que for, o conteve, ao sentir o cabo da arma entre os dedos…

Respirou fundo. Devolveu o olhar de ódio ainda mais visceral e disse:

– Quer saber? Se em vinte e cinco anos não conseguimos nos entender, não seria agora que esse milagre se daria. Outros, mais importantes acabam de acontecer. Estou com cinqüenta anos, as crianças, adultas, e você… Bem, você… – livre do seu eterno algoz…

Deu meia volta e, antes de bater-lhe a porta na cara, berrou: fui!

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Para aqueles que tiverem vontade de entrar em contato com o Parral, o e-mail dele é: mcfelix@bol.com.br

Tópicos sobre Liberdade. Parte 2

Vamos lá a mis um tópico sobre a liberdade. Estou fazendo aqui um pequeno levantamento histórico e filosófico sobre o tema. Os comentários que vocês tem deixado por aqui estão me ajudando a refetir e eles serão levados em conta no momento oportuno, devidamente citado, claro.

socrates Dentre os filósofos antigos, o primeiro a dedicar-se ao estudo da problemática do homem foi Sócrates. Seus anteriores (i.e pré-socraticos) dedicavam-se somente a entender a phisys, ou seja, a natureza como modelo físico e tangível. De maneira geral pode-se dizer que a partir de Sócrates a filosofia se torna, portanto, introspectiva. Diferentemente dos pré-socraticos, Sócrates consegue chegar a essência do homem: sua alma. Define ele alma como a razão humana, a inteligência e a sede de nossa atividade pensante. Em Sócrates, portanto, dá-se uma revolução do homem sobre si mesmo: “Conhece-te a ti mesmo.

Disso vem que o autodomínio (ou o autoconhecimento) chega como base de todas as virtudes do Ser, em suma, significa a razão dominando os instintos, tornar psique dominante sobre o corpo. Diante de tais deferências compreende-se que Sócrates chegou a uma essência, um conceito, de liberdade totalmente voltado para o indivíduo enquanto controlador de seus atos e sentimentos ante a razão. O homem livre, é portanto, aquele que possui pleno controle de dominar suas paixões e seus instintos.

No caminho inverso, temos então que o verdadeiro escravo (enquanto oposto do homem livre) no conceito socrático é aquele que não é capaz de dominar seus instintos.

Fica por hora aqui a pergunta: A razão é que torna o homem liberto, mesmo que ele tenha que por ela subjugar seus sentimentos? E a liberdade dos sentimentos ante a razão?

Os textos do Tópicos Sobre Liberdade são adaptações do seguinte artigo: A questão da Liberdade. Alexandrino A. R. G de Pinho. (2007)

“liberdade é o valor
supremo do indivíduo em face do todo, enquanto a justiça é o bem supremo do todo
enquanto composto das partes

Tópicos sobre Liberdade.

Segundo o dicionário liberdade significa:

1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.

2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade.

3. Conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão.

4. Fig. Ousadia.

5. Franqueza.

6. Licença.

7. Desassombro.

8. Demasiada familiaridade.

Dentro destas definições deter-me-ei na primeira, entretanto tentando fazer alguns ajustes a ela na medida do possível.

Todo Homem se considera livre, afinal tem esta garantida por leis morais, legais e religiosas, como exemplo a liberdade de ir e vir, de expressão de culto reigioso. Entretanto até que ponto a liberdade existe ou é entendida pelo Homem deveras?

A liberdade é conceito coletivo ou individual?

Tentarei aqui mostrar pontos de vista diversos para quiçá responder essas questões, sobretudo a liberdade individual, para tal usarei alguns pensadores que a definem, ou ao menos, elucidam.

Em busca de inspiração.

Buscando sobre o que escrever, acabei me deparando com uma falta de assunto tamanha que acabei recorrendo ao velhos pensamentos e a velhos textos guardados durante alguns anos. Mas mesmo assim, nada. Na verdade diversas coisas eu achei mas nenhuma que fisesse juz ao que deveria ser escrito.

Pensando nisso, me lembrei dos nossos amigos surrealistas e é de lá que tiro o texto de hoje.

SEGREDOS DA ARTE MÁGICA SURREALISTA

Composição surrealista escrita, ou primeiro e último jato

Mande trazer com que escrever, quando já estiver colocado no lugar mais confortável possível para concentração do seu espírito sobre si mesmo. Ponha-se no estado mais passivo ou receptivo, dos talentos de todos os outros. Pense que a literatura é um dos mais tristes caminhos que levam a tudo. Escreva depressa, sem assunto preconcebido, bastante depressa para não reprimir, e para fugir à tentação de se reler. A primeira frase vem por si, tanto é verdade que a cada segundo há uma frase estranha ao nosso pensamento consciente pedindo para ser exteriorizada. É bastante difícil decidir sobre a frase seguinte: ela participa, sem dúvida, a um só tempo, de nossa atividade consciente e da outra, admitindo-se que o fato de haver escrito a primeira supõe um mínimo de percepção. Isto não lhe importa, aliás; é aí que reside, em maior parte, o interesse do jogo surrealista. A verdade é que a pontuação se opõe, sem dúvida, à continuidade absoluta do vazamento que nos interessa, se bem que ela pareça tão necessária quanto a distribuição dos nós numa corda vibrante. Continue enquanto lhe apraz. Confie no caráter inesgotável do murmúrio. Se o silêncio ameaça cair, por uma falta da inatenção, digamos, que o leve a cometer um pequeno erro, não hesite em cortar uma linha muito clara. Após uma palavra cuja origem lhe pareça suspeita, ponha uma letra qualquer, a letra “l”, por exemplo, sempre a letra “l”, restabeleça o arbitrário, impondo esta letra como inicial à palavra que vem a seguir. (André Breton – 1924)

Será que posso dormir melhor se aplicar isso no meu proximo post?

Para quem quiser ler o manifesto inteiro  é só visitar: http://www.culturabrasil.pro.br/zip/breton.rtf

Sartre faz pensar

As vezes acredito piamente que sou estranho, acho que estou agregando-me a uma minoria. Por que estou dizendo isso? Simples, Eu gosto de Sartre e leio Sartre. Não quero dizer aqui que o entenda em sua profundidade, mas ao menos sinto afeição por tentar fazê-lo. Ler e gostar de Sartre é uma tarefa árdua pois mesmo aqueles que dedicam sua vida a entende-lo chegam a mais dúvidas devido a vastidão de sua obra.

Deixo-vos aqui com uma frase dele, que me fez refletir bastante e que talvez mostre uma vertente desse Ser multi-facetado que ele foi.

” Sucedeu-me, depois de ter cometido erros numa discussão, reconhecê-lo de bom grado e ficar muito surpreso, a seguir, vendo que meu interlocutor, apesar dessa confissão, ainda continuava iritado. Tive  vontade de lhe dizer: ‘Mas veja, não sou mais eu, não sou mais o mesmo’. Com certeza, é isso que torna tão evidente minha teoria da liberdade, que de fato é uma maneira de escapar de si mesmo, a todo instante” (carnets de la drôle de guerre, p.126-127)

Deixo a reflexão por conta de vocês, as minhas, ainda estão em andamento….