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NASA divulga nova forma de vida

A NASA acabou de descobrir uma forma completamente nova de vida na Terra, que usa unidades biológicas básicas diferentes de qualquer forma de vida existente no planeta. E isso muda tudo.

Em uma conferência hoje, a cientista da NASA Felisa Wolfe Simon vai anunciar que eles descobriram uma bactéria cujo DNA é completamente diferente do que conhecemos hoje. Em vez de usar fósforo, a bactéria usa arsênio, elemento químico extremamente tóxico para o ser humano. Toda a vida na Terra é feita de seis componentes: carbono, hidrogênio, oxigênio, fósforo, enxofre e nitrogênio. Todo ser vivo, do menor micro-organismo até o maior animal, têm composição química semelhante. Seus blocos de DNA são os mesmos.

Não neste caso. Descoberta no venenoso lago Mono, na Califórnia (foto acima), esta bactéria consegue não só viver no arsênio, mas usá-lo em sua estrutura, o que se considerava ser impossível. As implicações desta descoberta são enormes para nosso entendimento da própria vida e para a possibilidade de encontrar seres vivos em outros planetas.

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Paper (Baixe Aqui)

A Bacterium That Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus
Felisa Wolfe-Simon, Jodi Switzer Blum, Thomas R. Kulp, Gwyneth W. Gordon, Shelley E. Hoeft, Jennifer Pett-Ridge, John F. Stolz, Samuel M. Webb, Peter K. Weber, Paul C. W. Davies, Ariel D. Anbar, Ronald S. Oremland
Science
2 December 2010
Vol.: ScienceXpress
DOI: 10.1126/science.1197258

A dra Felisa Wolfe-Simon e seus colegas, cultivaram a bactéria chamada GFAJ-1 em discos de Petri nos quais o fosfato foi gradualmente substituído pelo arsênio, até que a bactéria crescesse sem necessidade de fosfato, um composto essencial para várias macromoléculas presentes em todas as células, incluindo os ácidos nucleicos, os lipídios e as proteínas.

Usando radioisótopos como marcadores, a equipe seguiu o caminho do arsênio na bactéria, desde a sua assimilação química até sua incorporação em vários componentes celulares. Segundo suas conclusões, o arsênio substituiu completamente o fosfato nas moléculas da bactéria, inclusive no seu DNA.

Os experimentos feitos até agora não são definitivos e ainda deverão ser questionados por outros pesquisadores.

O próprio grupo afirma que ainda é necessário avaliar os níveis de arsênio e fosfato usados no experimento, assim como se certificar de que o arsênio foi realmente incorporado nos mecanismos bioquímicos vitais da bactéria, como DNA, proteínas e membranas celulares.

Steven Benner, um astrobiólogo ouvido pela própria revista Science, onde a pesquisa foi publicada, afirma que a substituição do fósforo pelo arsênio “em minha opinião não ficou estabelecida neste trabalho.”

Barry Rosen, da Universidade de Miami, disse que o arsênio pode estar simplesmente se concentrando nos extensos vacúolos das bactérias, e não se incorporando em sua bioquímica. Segundo ele, a prova definitiva pode vir, por exemplo, na demonstração de uma enzima funcional que contenha arsênio.

Para Saber Mais  NASA

Via GIZMODO BRASIL

 

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Concurso de fotos Nikon Small World

O concurso Nikon Small World, que teve sua primeira edição em 2001, premia a “a beleza e a complexidade da vida vista pela luz do microscópio”.

A vencedora do júri popular foi a foto de Tomas Cabello que mostra um inseto fêmea ‘Apterous aphis fabae’ com os filhotes dentro da barriga.

Em sua 36ª edição, a competição recebeu mais de 2.200 fotografias de vários países, inclusive do Brasil. Foram selecionados vinte vencedores que receberão equipamentos fotográficos como prêmio.

As fotografias foram avaliadas de acordo com originalidade, conteúdo de informação, proficiência técnica e impacto visual.

As três primeiras colocadas foram:

Primeiro Lugar: Coração do mosquito transmissor da malária.

Segundo Lugar: Peixe-zebra de cinco dias de idade

Terceiro Lugar: Órgãos olfativos de Peixe-zebra

Para ver as demais vencedoras de 2010 e também dos anos anteriores é só acessar aqui: Nikon Small Word

Reflexão.

“É interessante notar  que no limiar do século XXI, diante de um quadro de marcantes desafios a serem enfrentados, de problemas não resolvidos, de obstáculos criados pela própria ação do homem, o papel da ciência é posto em evidência em todos os balanços e análises prospectivas. Na realidade, a virada de século e do milênio instiga reflexões sobre as grandes realizações e pendências do período que se encerra. Bursztyn (2001), relatando o que ocorreu no final do século XIX, observa:

os analistas e pensadores vislumbram um futuro promissor para a humanidade, tendo em vista os elementos e realizações que marcavam a realidade que vivenciavam: uma ampliação notável dos mecanismos de proteção social (políticas públicas de saúde e previdência); uma extensão dos direitos civis e de sufrágio, incorporando parcelas da população até então marginalizadas da cidadania ; enfim, em período de paz e de prosperidade.

É evidente que o balanço final do século XX revela uma grande frustração e acena com uma constrangedora pauta de pendências a serem encaradas (Bursztynm 2001:9-10)

É interessante a comparação que este autor faz acerca das visões do futuro nos dois momentos históricos, isto é, do final do século XIX e no final do século XX, tal como se observa na tabela abaixo:

Fim do século XIX Fim do século XX
Expectativa geral para o futuro Otimismo Pessimismo
Papel da ciência e da tecnologia Forte crença na capacidade de resolução de problemas Desencanto e consciência da necessidade de precaução
Condições de vida Perspectiva de bem-estar Um mal-estar pelo agravamento das carências
Instância reguladora Crescentemente o Estado Crescentemente o Mercado
Relação entre os povos Paz Guerra
Relação entre grupos sociais Maior igualdade Maior desigualdade
Economia Forte crescimento Crescimento lento, estagnação
Progresso Promotor de riqueza Causador de impactos ambientais
Mundo Interdependência (mercados) e complementaridade Globalização e exclusão de regiões “desnecessárias”

Percebe-se que o pessimismo geral em relação ao futuro guarda estreita relação com o crescente grau de consciência de que uma busca do progresso, que se anunciava como vetor da construção de uma utopia de bem-estar e felicidade, revelou-se ameaçada.”

Fonte: Um olhar sobre ética e cidadania. Coleção Reflexão Acadêmica. Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Da Ciência à Arte

 

Pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), ligado à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e do Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN) estão fazendo Arte a partir de dados científicos…

O Projeto NanoArte reúne imagens de nanopartículas de materiais cerâmicos obtidas por microscopia eletrônica de alta (altíssima) resolução, pela escala nas figuras é possível imaginar o quanto esse tipo de microscopia é potente. A escala é da ordem de nanometros, ou seja 0,000000001 metros.

Segundo Antonio Carlos Hernandes, professor do Departamento de Física e Ciência dos Materiais do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), a proposta do projeto é popularizar o nanomundo dos materiais e estimular a curiosidade científica a partir das imagens.

 

Algumas imagens para vocês se divertirem.

 

Óxido de Estanho

 

 

Óxido de Zinco

 

Seja lá o que for é muito bonito...

Algum Biosensor

Não! Não é uma teia de aranha...

 

Para quem quiser ver mais dessas microscopias é só acessar: NanoArte Virtual

 

 

 

Envelhecimento. Parte II

velhinhos

No post anterior nós vimos uma pequena introdução sobre o que é envelhecimento. Hoje vou começar a discorrer sobre as teorias do envelhecimento. Para tanto estou me baseando em um artigo do Prof. Paulo de Tarso Veras Farinatti, prof adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estou colocando também alguns conhecimentos meus e caso recorra a mais fontes, eu citarei.

TEORIAS GENÉTICAS SOBRE O ENVELHECIMENTO.

Para o grupo das teorias genéticas o envelhecimento seria geneticamente programado desde o nascimento até a morte do ser.  Esse tempo de vida programado deve compreender as necessidades reprodutivas e o não carregamento do meio ambiente com com um excesso populacional, garantindo assim uma quantidade ideal de individuo para que haja manutenção da espécie.

Uma das teorias genéticas mais antigas sugere que o envelhecimento celular tenha início a partir do momento em que tem início os erros em processos como a transcrição e transporte de material genético, ou ainda em mutações somáticas. Tais erros trariam conseqüências negativas para a renovação celular dando origem a células “defeituosas” ou fazendo com que haja uma diminuição de sua população, o que a longo prazo, afetaria tecidos e/ou sistemas por completo. Essa teoria é chamada de Teoria do acúmulo de erros ou Teoria dos erros catastróficos. Segundo Orgel L.E (1963) (artigo original),  erros na transcrição do DNA ou na translação do RNA tenderiam a a uma auto-amplificação por mecanismos de feedback. Nesse sentido uma pequena quantidade de erros no mecanismo citado, produziria defeitos nas enzimas responsáveis pela reprodutibilidade e fidelidade desses processos. Dependendo de onde ocorram tais defeitos o erro irá se propagar a diante e ir se multiplicando até o completo colapso da célula.

Outra teoria bastante difundida é a do Limite de Hayflick desenvolvida no final da década de 70. Este limite representaria uma quantidade máxima (geneticamente programada) de quantas vezes uma célula pode se reproduzir. Portanto, uma célula jovem seria aquela que mais distante se encontra do dito limite. Essa teoria tenta fazer um paralelo entre os possíveis mecanismos de controle do envelhecimento e o controle da puberdade, ambas disparadas por um gatilho dependente do quão distante está do limite.

Vale lembrar, que ambas tratam-se todavia de TEORIAS, portanto os acadêmicos das mais diversas áreas do conhecimento se esforçam para tentar prová-las ou refutá-las colocando em seu lugar teorias novas ou adaptadas aos novos conhecimentos.  A ciência não é estática e se afirma pelo seu contrário, portanto, o que estou divulgando aqui (da maneira mais simples e resumida possível)  amanhã pode não mais ser.

Envelhecimento, parte I

Estou dando início hoje a um tema sugerido por uma leitora, Luana. Quando perguntei a ela sobre o que gostaria de ler aqui no Micose ela deu a idéia de abordar o tema do Envelhecimento, pois disse-me ela que tem tudo a ver com biologia. Realmente ela tem razão, mas tem  correlações também com Sociologia, Antropologia, Filosofia dentre outras ciências. Vou começar com o viés biológico, afinal é mais minha praia. Iremos com calma, pois não quero fazer textos muito longos, então vou dividi-los em partes. Conforme for achando mais coisas fora das ciências biológicas, eu vou complementando o texto e avisando qual enfoque será dado. Vamos lá.

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A entrada na velhice depende de vários aspectos que ultrapassam limiares da mera cronologia. Cada indivíduo reage de forma única ao avanço da idade. A velhice é construída paulatinamente, para o que concorrem variáveis biológicas e sociais, e muitos foram os autores que se preocuparam em explicar sua contribuição. Enquanto alguns estudos se dedicam ao entendimento do declínio das funções biológicas, outros debruçam-se sobre os padrões de comportamento adotados pela pessoa idosa.

As teorias biológicas do envelhecimento examinam o assunto sob a ótica do declínio e da degeneração da função e estrutura dos sistemas orgânicos e das células. O processo de envelhecimento é definido no contexto de um conjunto de variáveis mensuráveis, como a aptidão física ou eventos mórbidos. Como um instrumento de precisão, o organismo tenderia a apresentar falhas à medida que seu tempo de utilização aumenta. De fato, os sistemas orgânicos não conseguem desempenhar bem suas funções diante de variações do meio interno. Desse ponto de vista, a senescência pode ser entendida como uma perda progressiva da capacidade de homeostase. O idoso responde mais lentamente e menos eficazmente às alterações ambientais, devido a uma deterioração dos mecanismos fisiológicos, tornando-se mais vulnerável.

As teorias de fundo biológico tendem a focalizar os problemas que afetam a precisão do sistema orgânico durante o processo de envelhecimento, sejam eles de origem genética, metabólica, celular ou molecular. Pode-se dividi-las em duas categorias: as de natureza genético-desenvolvimentista e as de natureza estocástica. No primeiro caso, o envelhecimento é visto como um continuum controlado geneticamente e, talvez, programado. As teorias estocásticas trabalham com a hipótese de que o envelhecimento dependeria do acúmulo de agressões ambientais que atingem um nível incompatível com a manutenção das funções orgânicas e da vida. Todas essas teorias carecem de comprovação definitiva, nenhuma delas tendo condições de sobrepor-se às outras. Há, portanto, muitas dúvidas sobre a real influência das causas por elas apontadas no processo global de envelhecimento biológico, assim como sobre a forma pela qual poderiam interagir.

Darwin

Darwin1874s

Como a maioria de vocês sabe eu sou formado em Biologia. Dentro da biologia nós vemos todos os processos sob a luz da evolução e seus efeitos diretos e indiretos nos indivíduos.

A evolução das espécies foi descrita primeiramente por Charles Darwin, no seu celebre livro: A Origem das Espécies (1859), após quatro anos e nove meses de viagem.

O Link para download do livro, é:  http://www.pdf-search-engine.com/a-origem-das-espécies-pdf.html

Mas o motivo do post, não é exaltar Darwin (não que ele não o mereça) mas sim divulgar o site: The Complete Work of Charles Darwin Online, onde estão registrados de maneira digital todos seus cadernos de anotações e de desenhos da época em que viajou colhendo dados geolócios, coletado fósseis e observando organismos vivos.

Neste site podemos ver como as suas ilustrações e seus relatos são riquissímos, vejam algumas imagens:

1843_Zoology_F8.19_038

1838_Zoology_F8.3_027

Espero que gostem da dica, e aproveitem o site.